Rondônia enfrenta uma crescente crise de violência contra mulheres, liderando o ranking nacional de feminicídios. Em 2022, o estado registrou uma taxa alarmante de 3,1 homicídios por 100 mil mulheres, quase três vezes superior à média nacional. A maioria das vítimas é assassinada por parceiros ou ex-parceiros, e a capital Porto Velho se destaca entre as cidades com maiores índices de violência de gênero. Além disso, o estado também lidera em casos de lesão corporal decorrente de violência doméstica, com cerca de 500 registros por 100 mil mulheres, muito acima da média nacional.
Especialistas destacam que a falta de políticas públicas eficazes, a impunidade e a insuficiência de medidas protetivas agravam a violência de gênero em Rondônia. Fátima Silva, assistente social, ressalta que esse tipo de violência afeta mulheres de todas as idades e classes sociais, e defende que ações de conscientização, educação e empoderamento feminino são essenciais para combater essa cultura de violência.
Recentemente, Rondônia registrou novos casos de feminicídios e tentativas de feminicídios. Em Porto Velho, uma mulher foi morta ao tentar ajudar uma amiga vítima de violência. Já em Cacoal e Monte Negro, duas mulheres foram assassinadas por ciúmes e discussões com seus companheiros. O aumento da violência contra as mulheres no estado reforça a necessidade urgente de ações eficazes das autoridades e da sociedade para proteger as vítimas e combater os agressores.
Por: Andreia Fernandes
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