Os romenos votam neste domingo (18) pelo segundo turno da eleição presidencial que opõe um eurocético de extrema-direita a um centrista independente, e cujo resultado pode ter implicações tanto para a economia fragilizada do país quanto para a unidade da União Europeia (UE).
O nacionalista de extrema-direita George Simion, de 38 anos, que se opõe à ajuda militar à vizinha Ucrânia e é crítico da liderança da União Europeia, venceu de forma decisiva o primeiro turno das eleições presidenciais, provocando o colapso de um governo de coalizão pró-Ocidente. Isso levou a uma saída significativa de capitais.O centrista e prefeito de Bucareste, Nicu?or Dan, de 55 anos, prometeu combater a corrupção, é firmemente pró-UE e pró-OTAN, e afirmou que o apoio da Romênia à Ucrânia é vital para sua própria segurança diante da crescente ameaça russa.
Quem for eleito também precisará nomear um primeiro-ministro para negociar uma nova maioria no parlamento, a fim de reduzir o déficit orçamentário da Romênia o maior da UE, além de tranquilizar os investidores e tentar evitar um rebaixamento da classificação de crédito. Uma pesquisa de opinião divulgada na sexta-feira mostrou Dan ligeiramente à frente de Simion pela primeira vez desde o primeiro turno, em uma disputa acirrada que dependerá da participação dos eleitores e da expressiva diáspora romena. Analistas políticos afirmam que uma vitória de Simion, apoiador do ex-presidente dos EUA Donald Trump, poderia isolar o país no cenário internacional, reduzir investimentos privados e desestabilizar o flanco leste da OTAN.
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