quinta, 23 de abril de 2026
11/01/2026   08:40h - Mundo

Rita Levi-Montalcini: A mulher que fez do seu quarto um laboratório usando ovos de galinha ganhou o Nobel da paz por ter descoberto o fator de crescimento nervoso (NGF)

Rita Levi-Montalcini foi uma neurobiologista italiana laureada com o Prêmio Nobel, conhecida por pesquisas pioneiras sobre o fator de crescimento nervoso (NGF). Durante a Segunda Guerra Mundial, devido às leis raciais fascistas, ela foi proibida de trabalhar em instituições acadêmicas.

 

Impedida de utilizar laboratórios oficiais, ela criou um laboratório improvisa do no quarto de sua casa em Turim, inicialmente. Foi nesse ambiente improvisado que ela realizou experimentos cruciais, usando ovos de galinha e instrumentos cirúrgicos rudimentares, que formaram a base para a sua descoberta do NGF, uma conquista que lhe renderia o Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina em 1986, compartilhado com Stanley Cohen.

 

Sua curiosidade e devoção à ciência, porém, a levaram a montar um laboratório improvisado em seu quarto, na casa dos pais. Quando Turim foi bombardeada, a família mudou-se para o campo, em Piemonte, onde ela novamente instalou seu laboratório. Giuseppe Levi, eminente histologista, foi seu primeiro assistente. Hertha Meyer, que se tornou referência no Brasil ao introduzir a cultura de teci dos e desenvolvendo projetos no Instituto de Biofísica da então Universidade do Brasil, no Rio de Janeiro.

 

A amizade das duas resultou na primeira imagem de um gânglio do sistema nervoso periférico cultiva do em placa de vidro usando como meio de cultura de células de um tumor, o sarcoma – feita no laboratório carioca em 1952. Emblemática do trabalho de Rita, a imagem assemelhava-se a um sol brilhando. Mostrava o gânglio irradiando de seu centro os axônios, prolongamentos de neurônios que levam a informação elétrica para outras células neurais. Revelava que as células tu morais produziam.

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