Uma expedição realizada pela Fundação SOS Mata Atlântica revelou que o Rio Tietê não possui nenhum trecho totalmente livre de contaminação ao longo de seus 1,1 mil quilômetros. As análises apontaram a presença generalizada de microplásticos, além de 25 tipos de agrotóxicos e 16 substâncias entre remédios e drogas ilícitas, mostrando que o problema vai muito além do esgoto urbano e afeta até áreas protegidas na nascente.
?O estudo indica que o perfil da poluição muda conforme o rio avança pelo estado de São Paulo. Nos trechos urbanos, a cafeína e bactérias fecais marcam o descarte de esgoto doméstico e o descarte de remédios; já no Médio e Baixo Tietê, a contaminação é predominantemente agrícola, impulsionada pelo uso intensivo de fertilizantes e de herbicidas associados a grandes monoculturas.
?De acordo com a organização, os múltiplos poluentes interagem entre si, agravando o dano ambiental e ameaçando a saúde pública. A SOS Mata Atlântica reforça que a recuperação do rio exige uma ação conjunta e integrada entre o poder público, indústrias e o setor agrícola, combinando a expansão do saneamento básico com a fiscalização do uso do solo e de agrotóxicos.
Copyright © 2021-2026. Onjornal - Todos os direitos reservados.