O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, confirmou a decisão de deixar o cargo ainda nesta semana, com a formalização da saída prevista para até sexta-feira (9). O desligamento vinha sendo discutido nos bastidores desde o final de 2025 e já foi comunicado ao Palácio do Planalto. Até a nomeação de um sucessor definitivo, a expectativa é de que o secretário-executivo, Manoel Carlos de Almeida Neto, assuma o comando da pasta de forma interina.
A saída ocorre em um momento de desidratação da principal bandeira da gestão: a PEC da Segurança Pública. Auxiliares do ministro avaliam que o texto perdeu sua essência de coordenação entre a União e os Estados após sofrer amplas alterações no Congresso Nacional, o que reduziu o protagonismo da proposta na agenda governamental. Esse esvaziamento técnico teria sido um dos fatores determinantes para a antecipação do fim do ciclo de Lewandowski à frente do ministério.
Com a iminente troca de comando, secretários e assessores diretos também sinalizaram a intenção de abandonar seus postos, embora parte da equipe tenha se comprometido a permanecer até o fim de janeiro para garantir a transição. O Palácio do Planalto agora se prepara para uma reestruturação ampla na pasta, buscando novos nomes e estratégias para a segurança pública em 2026. A mudança deve forçar uma revisão imediata das prioridades e da composição interna do Ministério da Justiça.
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