A Revolução Constitucionalista de 1932 completou 94 anos ontem (9) e continua sendo um dos principais marcos da história política de São Paulo. O movimento foi iniciado contra o governo provisório de Getúlio Vargas, com a defesa da convocação de uma Assembleia Constituinte e da restauração da ordem constitucional no país. Apesar da derrota militar após cerca de três meses de confrontos, a mobilização passou a integrar a memória política paulista.
Historiadores destacam que o episódio ocorreu em meio às transformações políticas provocadas pela Revolução de 1930, que levou Vargas ao poder e afastou as elites paulistas do governo federal. Embora a Constituição de 1934 tenha sido promulgada posteriormente, especialistas apontam que o processo de sua elaboração já havia sido iniciado antes do conflito, o que mantém o debate sobre os reais impactos da revolução.
Desde 1997, o dia 9 de julho é feriado estadual em São Paulo. A data é celebrada com homenagens aos combatentes e atos cívicos que reforçam a Revolução Constitucionalista como um símbolo da identidade paulista, ao mesmo tempo em que permanece como tema de debates entre historiadores sobre seu legado político e social.
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