O caso atingiu seu ponto mais crítico quando o nome do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, foi envolvido na trama em 22 de agosto deste ano. Uma representação apontou que Moraes teria mantido diálogos com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para tratar de interesses do Banco Master. A controvérsia foi amplificada pelo fato de a esposa do ministro, a advogada Viviane Barci de Moraes, possuir um contrato de prestação de serviços jurídicos com a própria instituição financeira.
Em Brasília, o "lobby do Master" passou a ser visto como uma rede de proteção que unia o Judiciário e o Banco Central. Em 18 de novembro de 2025, a Polícia Federal deflagrou a Operação Compliance Zero, prendendo Daniel Vorcaro em Guarulhos e revelando um rombo de R$ 12,2 bilhões. Simultaneamente, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da instituição, interrompendo as atividades e expondo a rede de empresas de fachada usadas para inflar os lucros. O impacto foi imediato, gerando pânico entre os 10 milhões de clientes do ecossistema Master e Will Bank, e forçando o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) a preparar o maior resgate da história bancária brasileira para evitar um contágio sistêmico.
A tensão institucional cresceu à medida que o Banco Central era pressionado a detalhar os passos que levaram a decisões favoráveis ao banco. O caso tornou-se um símbolo da "porta giratória" de Brasília, onde os interesses privados e as decisões públicas se encontram em jantares e reuniões fora da agenda oficial. O país acompanhou, então, a abertura de pedidos de investigação que miravam as figuras mais poderosas da República.
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