O ano de 2025 ficou marcado em Manaus por eventos ambientais extremos que chamaram a atenção do Brasil e do mundo. Entre junho e julho, a cheia do Rio Negro atingiu níveis elevados e provocou alagamentos em áreas históricas do centro da capital amazonense, afetando ruas tradicionais e mercados antigos. A situação, considerada atípica para o período, mobilizou órgãos municipais e estaduais, além de gerar grande repercussão entre comerciantes e moradores, que relataram prejuízos e mudanças na rotina diária.
Segundo dados do Porto de Manaus e do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), o comportamento do Rio Negro em 2025 refletiu um cenário de maior variabilidade hidrológica na Amazônia. Especialistas apontaram que a combinação de chuvas intensas em meses específicos e alterações nos padrões climáticos contribuiu para a cheia fora do padrão esperado. A Defesa Civil de Manaus acompanhou o avanço das águas e adotou medidas emergenciais, como monitoramento constante e orientações à população das áreas mais vulneráveis.
Além das cheias, 2025 também foi marcado por repercussões ambientais de alcance internacional, especialmente pelos efeitos da seca extrema registrada em outras regiões da Amazônia e pelas oscilações acentuadas nos níveis dos rios. Estudos divulgados por instituições como a Agência Nacional de Águas (ANA) e o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) destacaram Manaus como um dos pontos-chave para observar os impactos das mudanças climáticas na região.
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