O Brasil encerra o ano de 2025 com um cenário de contrastes na segurança pública, alcançando a marca de 1,5 milhão de pessoas na prisão ou monitoradas, segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o que torna o país detentor da terceira maior população carcerária do mundo. Desse total, cerca de 705 mil indivíduos cumprem pena em celas físicas, enquanto 235 mil estão sob monitoramento eletrônico ou regime domiciliar. O volume de ordens de prisão não executadas ainda é expressivo, com a maioria dos casos concentrada em crimes de roubo (50.717), tráfico de drogas (48.682) e homicídios (34.452), evidenciando o desafio do sistema judiciário em processar a alta demanda de mandados em aberto.
O Mapa da Segurança Pública 2025 revelou uma redução de 6,33% nos homicídios dolosos, totalizando 35.365 vítimas em 2024, contra as 37.754 registradas no ano anterior. Outros crimes graves também apresentaram retração, como o latrocínio, que caiu 1,65%. Segundo o governo, esses resultados são reflexo de investimentos que somaram R$ 2,4 bilhões, além de políticas de controle de armas que geraram uma queda de 79% nos novos registros de armamento no país.
No campo operacional, o ano de 2025 consolidou recordes nas apreensões de entorpecentes, visando a descapitalização das organizações criminosas. As forças de segurança interceptaram cerca de 137 toneladas de cocaína (alta de 5,57%) e mais de 1,4 mil toneladas de maconha, um crescimento de quase 10% em relação ao período anterior.
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