O cenário mudou drasticamente na madrugada de 22 de novembro de 2025, quando a Polícia Federal deflagrou uma operação de emergência para prender o ex-presidente preventivamente. A ordem foi expedida após o Centro de Monitoramento Eletrônico detectar que a tornozeleira eletrônica de Bolsonaro havia sido violada e que o sinal de GPS indicava um deslocamento não autorizado em direção a uma área de hangares privados em Brasília. A suspeita de uma tentativa de fuga para o exterior, possivelmente em busca de asilo diplomático, acelerou a intervenção policial.
Bolsonaro foi detido em uma residência de apoio e conduzido à Superintendência da Polícia Federal. Na decisão que autorizou a prisão, o ministro relator apontou que o réu demonstrou "contempto à Justiça" e que a liberdade, mesmo que monitorada, representava um risco à ordem pública e à aplicação da lei penal. A prisão preventiva foi um golpe duro para a base aliada no Congresso, que tentava articular um projeto de anistia, agora esvaziado pela gravidade da tentativa de evasão.
A detenção preventiva serviu como o preâmbulo para o encerramento do processo. Durante o final de semana, a Polícia Federal realizou buscas adicionais, apreendendo passaportes e documentos que reforçavam a tese de que havia um plano de exílio coordenado por aliados próximos. Com o réu já sob custódia, o Ministério Público Federal solicitou a aceleração do trânsito em julgado da condenação de setembro, argumentando que os recursos restantes tinham caráter meramente protelatório.
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