A repórter da emissora de TV ESPN, Jessica Dias, usou suas redes sociais nessa quinta-feira (8) para relatar sobre o assedio que sofreu no Maracanã no Rio de Janeiro, na última quarta-feira (7), o fato ocorreu antes da partida entre Flamengo e Vélez Sarsfield, pela Taça Libertadores.
No Instagram a jornalista disse que Marcelo Benevides Silva, o torcedor que a assediou durante um link de reportagem, já vinha a incomodando antes de entrar ao vivo. “Foi só um beijinho no rosto. Não. Não foi. Antes tiveram muitos xingamento e importunação porque o ao vivo demorava. Pedi calma e para que não ficasse xingando, não precisava. Vieram os ‘pedidos de desculpa’ com alisamentos nos ombros e um beijo no local. Eu estava prestes a ser chamada para o link e mantive a posição, existe uma logística que exige concentração. Outra tentativa de beijo no ombro. Me esquivei e meu câmera o chamou a atenção dele. O último ato foi o beijo no rosto. Que poderia ter sido na boca e não mudaria nada. Eu sofri importunação sexual enquanto trabalhava e isso é crime”, salientou.
O juiz Marcello Rubioli, da 1ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa, Juizado do Torcedor e Grandes Eventos do Rio de Janeiro, considerou que não há prova do risco que o agente representa à ordem pública, à ordem econômica, à instrução criminal ou à aplicação da lei penal. O magistrado considerou também que, "à vista do que consta dos autos, é bem provável" que o torcedor, mesmo se for condenado, "não cumprirá pena preso".
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