quinta, 23 de abril de 2026
08/12/2025   14:40h - Economia

Rendimentos devem continuar subindo no curto prazo, mas sem preocupação extra ao BC

Apesar dos sinais de perda de dinamismo na economia e da desaceleração do mercado de trabalho, o crescimento real dos rendimentos deve se manter nos próximos meses, conforme análises de economistas consultados. Rodolfo Margato, da XP Investimentos, aponta que o mercado de trabalho ainda está “apertado”, com a taxa de desemprego neutra (Nairu) abaixo do nível de equilíbrio. A XP projeta um crescimento real de 2,3% para o rendimento médio em 2026, sustentando o crescimento da atividade econômica, que deve manter o PIB de 2026 próximo ao seu potencial.

Embora o crescimento do rendimento real, que chegou a 3,8% na comparação interanual, esteja acima da produtividade da economia, gerando um viés inflacionário, analistas não veem uma preocupação extra imediata para a política monetária.

As instituições financeiras preveem o início do ciclo de corte de juros para o começo de 2026, embora com divergências no timing. O Inter espera o início do afrouxamento monetário já em janeiro, com um corte de 0,25 ponto percentual na Selic. Já a XP projeta o primeiro corte em março de 2026, com redução de 0,50 ponto, levando a Selic para 12% no final do ano. Essa expectativa é facilitada pela recente melhora na inflação geral (IPCA) de bens e alimentos.

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