quarta, 12 de agosto de 2026
29/07/2026   14:40h - Saúde

Remédio injetável que previne HIV pode entrar no SUS até o fim o ano

O Ministério da Saúde vai encaminhar na próxima semana à Conitec o pedido de inclusão do cabotegravir no SUS, uma nova modalidade de profilaxia pré-exposição (PrEP) contra o HIV aplicada por injeções bimensais. O medicamento, produzido pela farmacêutica GSK, teve um "preço adequado" negociado com o governo. Atualmente, o sistema público de saúde brasileiro já distribui a versão oral diária da PrEP para mais de 350 mil pessoas, mas a opção injetável traz a vantagem de aumentar significativamente a adesão ao tratamento.

 

A escolha do cabotegravir ocorreu após o governo descartar outro injetável de ação ainda mais prolongada (semestral), o lenacapavir, por considerar o valor cobrado pela farmacêutica Gilead inviável para os cofres públicos. A exclusão do Brasil do acordo de licenciamento genérico desse fármaco gerou críticas de entidades como a Unaids durante a 26ª Conferência Internacional de Aids, realizada no Rio de Janeiro nesta terça-feira (28/07/2026). Em resposta, a Gilead informou que estuda parcerias com a Fiocruz para transferência de tecnologia na região.

 

Estudos de vida real e pesquisas conduzidas pela Fiocruz demonstraram a altíssima eficácia da PrEP injetável, registrando taxa de infecção de apenas 0,1% e adesão rigorosa dos participantes aos prazos de aplicação. Caso a Conitec e o Ministério da Saúde aprovem a incorporação, o Brasil passará a oferecer mais uma alternativa tecnológica de longa duração na prevenção do vírus HIV ainda em 2026.

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