sexta, 18 de setembro de 2026
15/09/2026   17:00h - Polícia

Religiosa é investigada por suposta ligação com o Comando Vermelho em Mato Grosso

Uma missionária que tinha autorização para entrar em presídios de Mato Grosso é investigada pela Polícia Civil por supostamente utilizar o trabalho de assistência religiosa para manter contato e colaborar com integrantes do Comando Vermelho. Segundo a investigação, Rhavenna Barcelos de Almeida e os pais, os pastores Orminda e Nivaldo de Almeida, teriam usado o acesso às unidades prisionais para transmitir mensagens, movimentar valores e auxiliar na ocultação de recursos ligados à facção criminosa.

A família integrava um projeto autorizado pelo governo de Mato Grosso para oferecer assistência religiosa aos detentos. A investigação teve início após uma denúncia recebida pela polícia. No decorrer das apurações, os investigadores identificaram, segundo o inquérito, possíveis vínculos entre a missionária e integrantes apontados como lideranças do Comando Vermelho no estado.

Entre os nomes citados está Jonas Souza Gonçalves Júnior, conhecido como Batman, apontado pela polícia como uma das lideranças da facção em Mato Grosso. Após fugir da prisão, ele teria seguido para o Rio de Janeiro, onde passou a se esconder no Complexo do Alemão. Mensagens obtidas mediante autorização judicial indicariam que Batman compartilhava sua localização com Rhavenna e conversava com ela sobre operações policiais. Conforme a investigação, os dois também mantinham um relacionamento amoroso.

Outro investigado é Renildo Silva Rios, apontado como um dos fundadores do Comando Vermelho em Mato Grosso e preso há mais de duas décadas. De acordo com a apuração policial, Rhavenna também teria mantido um relacionamento com ele e recebido presentes, como joias e um carro. A investigação sustenta ainda que familiares da missionária teriam ajudado na movimentação de dinheiro relacionado ao detento.

Rhavenna, Orminda e Renildo foram denunciados pelo Ministério Público por suspeita de organização criminosa e lavagem de dinheiro. As acusações, no entanto, são contestadas pela defesa da missionária, que nega as irregularidades e afirma que os fatos serão esclarecidos durante o processo. Orminda também rejeita qualquer envolvimento com organização criminosa. Até o momento, as alegações apresentadas pela investigação ainda serão submetidas à análise judicial.

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