Um relatório do Laboratório de Pesquisa Humanitária da Universidade de Yale, divulgado pelo jornal britânico The Telegraph, revelou que crianças ucranianas sequestradas foram forçadas a trabalhar em fábricas russas produzindo drones e equipamentos militares. O estudo identificou 210 instalações usadas pela Rússia para deportação, reeducação e adoção ilegal de menores desde o início da guerra.
Entre os casos denunciados está o Centro Infantil Pan-Russo Mudança, em Krasnodar, onde mais de 300 crianças de Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia teriam sido levadas. Lá, foram obrigadas a auxiliar na construção de drones, detectores de minas e carregadores de fuzis. Outro espaço citado, o centro Jovem Patriota, em Moscou, teria como objetivo a reeducação ideológica e o treinamento militar de menores ucranianos.
Autoridades ucranianas classificaram as denúncias como prova de crimes sistemáticos. “Agora está claro que a Rússia planeja usar as próprias crianças da Ucrânia como uma arma contra nós e contra a Europa”, afirmou Andriy Yermak, chefe de gabinete de Volodymyr Zelensky. Já a vice-ministra das Relações Exteriores, Mariana Betsa, exigiu o retorno imediato dos menores: “Essas vítimas inocentes foram arrancadas de suas famílias e submetidas à militarização. Pelo bem da paz global, a Rússia deve devolvê-las para casa.”
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