Um relatório da Human Rights Watch divulgado esta semana denuncia práticas cruéis e degradantes contra homens detidos em centros de imigração no sul da Flórida. Segundo o documento, presos eram forçados a comer ajoelhados, com as mãos algemadas nas costas e inclinados sobre cadeiras “como cães”. As denúncias envolvem três unidades superlotada Krome North, Broward Transitional Center (BTC) e Federal Detention Center (FDC) e revelam uma rotina marcada por maus-tratos, negligência médica e confinamento extremo.
De acordo com o levantamento, detentos enfrentam frio intenso em celas sem camas, alimentos de baixa qualidade e transferências inesperadas que dificultam a defesa legal. Doenças graves como diabetes, asma e problemas renais eram ignoradas, e pelo menos duas mortes podem ter sido causadas por negligência. O relatório traz ainda relatos de isolamento de quem pedia ajuda psicológica e repressão violenta contraprotestos por melhores condições, com o uso de força bruta e desligamento de câmeras de segurança.
A situação, segundo a ONG, reflete o endurecimento da política migratória dos EUA no segundo mandato de Donald Trump. Com aumento de detenções e 223 acordos locais com o ICE só na Flórida, imigrantes vivem sob clima de medo constante, evitando até hospitais, escolas e igrejas. O número de detidos nos centros investigados mais que dobrou em relação ao período pré-Trump, expondo falhas graves nos direitos humanos em solo americano.
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