O agravamento das atrocidades no Sudão, em meio ao prolongado conflito civil entre o grupo paramilitar Forças de Apoio Rápido (RSF) e as Forças Armadas Sudanesas (SAF), tem imposto um fardo devastador às mulheres no país.
Grupos humanitários e ativistas relatam que a violência sexual extrema e contínua tem levado sudanesas a atos desesperados, incluindo o suicídio, na tentativa de escapar de abusos. A denúncia foi amplamente divulgada pela rede BBC.
Segundo Hala al-Karib, diretora da ONG Iniciativa Estratégica para as Mulheres no Chifre de África (Siha), três mulheres já confirmadamente tiraram a própria vida para evitar abusos, enquanto outras seis relataram considerar o suicídio como uma forma de fuga. A Siha aponta as RSF como as principais responsáveis pelos abusos, embora as atrocidades e acusações se multipliquem contra ambos os lados do conflito.
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