O relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), protocolou um pedido de convocação da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes. O parlamentar também solicitou a quebra dos sigilos telefônico, bancário e fiscal da advogada, baseando-se em um contrato de R$ 129 milhões firmado entre o escritório de Viviane e o Banco Master.
Para o senador, o valor do contrato é incompatível com os serviços prestados, levantando suspeitas de lavagem de dinheiro e negócio jurídico simulado. O requerimento cita investigações da Operação Carbono Oculto, que aponta indícios de que o banco teria sido capitalizado com recursos do tráfico de drogas e liquidado pelo Banco Central apenas dois meses após a abertura da nova banca em Brasília.
O relator ainda questiona um possível tráfico de influência, destacando que os pagamentos ao escritório teriam sido priorizados pelo CEO da instituição em detrimento de outros credores. A defesa da advogada e o ministro Alexandre de Moraes foram procurados, mas ainda não se manifestaram sobre as alegações de irregularidades e as suspeitas de exploração de prestígio.
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