O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, anunciou nesse domingo (21) que o Reino Unido reconhece formalmente o Estado da Palestina, em uma decisão que busca fortalecer a perspectiva de paz no Oriente Médio. O anúncio, feito em vídeo divulgado nas redes sociais, ocorre pouco depois de Canadá e Austrália adotarem a mesma medida, somando-se a cerca de três quartos dos países-membros da ONU que já reconhecem a Palestina. “O momento chegou. Reconhecer a Palestina é manter viva a esperança de paz”, afirmou Starmer.
A decisão britânica vem acompanhada da pressão internacional por uma solução de dois Estados, considerada a única saída viável para garantir tanto a segurança de Israel quanto a criação de um Estado palestino viável. Starmer destacou que a medida “não é uma recompensa para o Hamas”, mas sim um passo necessário para interromper o ciclo de violência e oferecer uma perspectiva de futuro às populações de ambos os lados. Canadá, Austrália e Portugal também reforçaram neste fim de semana o reconhecimento formal da Palestina, em meio a preparativos para uma conferência na ONU sobre o tema.
Em contrapartida, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reagiu com firmeza, alegando que a criação de um Estado Palestino representaria “um risco existencial” para Israel e prometendo combater a iniciativa nos fóruns internacionais. O anúncio ocorre em meio à ofensiva militar israelense em Gaza, iniciada após o ataque do Hamas em outubro de 2023, que deixou 1.200 mortos e 251 reféns. Desde então, mais de 65 mil palestinos foram mortos, segundo a ONU, que acusa Israel de agravar uma crise humanitária sem precedentes na região.
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