O Reino Unido e a França prometeram reforçar o apoio militar à Ucrânia durante uma reunião da “Coalizão dos Dispostos”, realizada ontem (24), em Kiev, nas celebrações do 35º aniversário da independência do país. Entre as medidas anunciadas estão o acesso da Ucrânia a tecnologias confidenciais e a aceleração das entregas de mísseis de defesa aérea.
O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, afirmou que o Reino Unido continuará apoiando Kiev e defendeu novas sanções econômicas contra a Rússia. O governo britânico também anunciou que permitirá à Ucrânia acesso a tecnologia para iniciar sua própria produção de mísseis de cruzeiro de longo alcance Storm Shadow. A França já havia autorizado o licenciamento de tecnologia para o armamento europeu.
Durante a reunião, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que o país busca a paz, mas não pretende se render. Segundo ele, a Ucrânia enfrenta uma escassez de interceptores de defesa aérea Patriot e precisa de pelo menos 300 unidades para se preparar para o inverno e proteger sua infraestrutura energética.
O presidente francês, Emmanuel Macron, que participou por videoconferência, também defendeu a aceleração do envio de sistemas de defesa aérea. Zelensky ainda pediu apoio financeiro aos aliados, citando um déficit de US$ 27 bilhões no orçamento de defesa ucraniano neste ano. Enquanto isso, os combates continuam ao longo de uma linha de frente de cerca de 1.200 quilômetros, mais de quatro anos após o início da invasão russa em larga escala.
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