quinta, 23 de abril de 2026
14/02/2026   08:05h - Política Internacional

Regime do Irã condiciona libertação de presos políticos a atos públicos de lealdade

O regime do Irã está sendo acusado por organizações de direitos humanos de utilizar um "dilema desumano" para libertar manifestantes: a exigência de que seus familiares realizem atos públicos de lealdade ao governo. Parentes de detidos relatam pressões da Guarda Revolucionária para participarem de marchas pró-regime e gravarem vídeos de apoio ao Estado em troca da redução de penas ou soltura de seus entes queridos.

 

A medida ocorre após uma onda de protestos em janeiro de 2026, que resultou na prisão de mais de 12 mil pessoas. Segundo a entidade Bazdasht Shodegan, essa estratégia de coerção psicológica combina confissões forçadas de prisioneiros com a exposição pública de suas famílias, servindo como uma ferramenta de intimidação para desestimular novas revoltas populares e reafirmar o controle estatal.

 

Um dos casos de maior repercussão é o do empresário Mohamed Saedinia, que foi preso com o filho após apoiar greves de comerciantes. Recentemente, agências oficiais divulgaram uma retratação de Saedinia, na qual ele pede desculpas e declara obediência ao líder do país. Especialistas internacionais veem nessas práticas uma violação sistemática dos direitos humanos e um reforço da repressão política no país.

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