A Câmara dos Deputados da Itália aprovou definitivamente, ontem (8), uma reforma eleitoral que estabelece novas regras para as eleições nacionais previstas para 2027. A proposta, defendida pela primeira-ministra Giorgia Meloni, foi aprovada em votação secreta por 227 votos a 164.
A reforma substitui o atual sistema eleitoral misto por um modelo totalmente proporcional. Entre as principais mudanças está a criação de um bônus de cadeiras para a aliança que obtiver mais de 42% dos votos. Nesse caso, serão acrescentadas 70 cadeiras na Câmara dos Deputados e 35 no Senado, com limites para evitar uma maioria parlamentar excessivamente ampla.
Meloni afirma que as novas regras têm como objetivo aumentar a estabilidade dos governos. Já a oposição de centro-esquerda critica a reforma e afirma que ela pode favorecer a coalizão governista. A legislação também determina que cada coalizão ou partido que concorra de forma independente indique seu candidato a primeiro-ministro antes das eleições. A escolha formal do chefe de governo, porém, continua sendo atribuição do presidente da República italiana.
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