Aos quase 90 anos de idade, teremos uma obra de Ridley Scott onde um personagem jovem perdeu tudo na vida e ainda assim possui esperança. Anunciado para o dia 28 de agosto, o novo filme do diretor britânico lança uma obra apocalíptica onde um vírus dizimou mais da metade da humanidade e transformou a racionalidade, característica única dos seres humanos que diferencia eles dos demais animais, do egoísmo e dos instintos mais animais e irracionais de sobrevivência.
O On Jornal acompanhou com antecedência a história criada em volta do personagem Hig, interpretado pelo ator Jacob Elordi, que era um mecânico, casado e que esperava um filho, quando um vírus se espalhou e matou não só grande parte da população mas também sua esposa e o filho que nem havia nascido. O filme lembra muitas obras da cultura pop como filmes e jogos, entre eles The Last Of Us, que tem origem em um jogo da Sony e que posteriormente virou série de streaming, The Walking Dead, o jogo Days Gone, entre outros. Porem, ao contrário do que muitos críticos questionam sobre a busca de uma cura, a história se concentra em como sociedades se colapsaram e cada um precisou seguir por conta própria.
As primeiras reações ao novo longa de Ridley Scott tem sido ruins, descrevendo a produção como “piegas” pelo amazonense Caio Pimento do blog Cine Set e “pouco inovador”, como descreveu Victor Cierro da coluna Tangerina no UOL. Entre os elogios, Victor Cierro também classifica as atuações de Jacob Elordi e Margaret Qualley que vivem um par romântico, e o jornalista amazonense Emerson Medina que ao On Jornal elogiou aspectos como a fotografia e o roteiro.
Além das críticas que geram classificações como o Rotten Tomatoes, Imdb, entre outros, que aliás classificam de forma baixa o filme, Ponto sem Retorno é um filme que vale a pena ser assistido. Um filme reflexivo e bem ambientado. A fotografia é bem trabalhada, onde o diretor usou área montanhosas e pouco ambientadas da Itália para filmar. As imagens de cidades destruídas e praticamente abandonadas também foram bem trabalhadas com computações gráficas quase imperceptíveis ao olhar de quem realmente se ambienta na história e na esperança da felicidade que busca o personagem principal. O cachorro Bangley, um recurso usado por Hig para sobrevivência também foi muito bem explorado ao mostrar o afeto entre homens e animais. No geral as pessoas esperam muito de Ridley Scott por obras como Gladiador (2000), a série de filmes de Aliens e Blade Runner (1982), mas a verdade é que não se dá pra fazer trabalhos sempre magníficos a vida toda. Pelé por exemplo foi eliminado na fase de grupos da Copa do Mundo de 1966 com o Brasil, e ainda assim ele não deixou de ser “Rei”. A verdade é que criticar sempre mostra também um pouco do rancor das pessoas em esperar algo que nem sempre pode ser entregue mas não se vê o processo caminhado até o produto final, muito menos se observa o talento em geral de um diretor como Ridley Scott. Em geral, esse humilde crítica classifica a obra como uma nota 7 entre 0 e 10.
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