Um clima de tensão entre o governo da Etiópia e a igreja fez com que redes sociais como Facebook, TikTok e Telegram fossem bloqueadas para a população local. Autoridades restringiram o acesso às mídias sociais e plataformas de mensagens na quinta-feira (09/02) após uma escalada de protestos no país.
A Igreja Ortodoxa teria feito com que a “Netblocks”, organização que monitora o acesso gratuito à internet suspendesse os serviços. Após o Santo Sínodo, órgão máximo da Igreja, desafiar a proibição das autoridades sobre seus protestos. A Igreja Ortodoxa, maior representação religiosa do país africano, acusa o governo de “interferir em seus assuntos” e apoiar um grupo dissidente da doutrina, classificando-os de “ilegais” na região de Oromia.
Em contrapartida, o clero separatista acusa a Igreja de manter um sistema de hegemonia linguística e cultural no qual as congregações de Oromia já não se reconhecem. Essa grande divisão leva divergências sobre quais idiomas os cultos devem ser realizados. A divisão dentro da Igreja Ortodoxa, que norteia a fé da maioria dos mais de 110 milhões de etíopes, ocorreu após os membros da congregação em Oromia declararem um novo sínodo em 22 de janeiro.
A alegação afirma que é extremamente necessário exercer sua fé nas línguas locais, e como consequência desta grande divergência, muitos membros da Igreja que participaram da divisão foram excomungados. As autoridades também fecharam escolas para evitar que a tensão atinja outras camadas da sociedade.
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