Autoridades da Casa Branca detalharam nessa segunda-feira (22) o acordo firmado entre Donald Trump e Xi Jinping que permitirá ao TikTok manter suas operações nos Estados Unidos. Pelo arranjo, a Oracle ficará responsável pela segurança e pelo armazenamento dos dados em servidores americanos, além de reconstruir o algoritmo da plataforma. A ByteDance, empresa-mãe chinesa, terá participação reduzida para menos de 20%, enquanto um consórcio de investidores americanos assumirá o controle majoritário.
Segundo a Casa Branca, a transição transformará o TikTok em uma joint venture com capital predominante dos EUA, garantindo que os dados de cerca de 170 milhões de usuários americanos fiquem inacessíveis à ByteDance. A Oracle terá papel central, desde a revisão do código-fonte até o retreinamento do algoritmo. O governo de Pequim, no entanto, já havia sinalizado resistência à perda total de controle sobre a tecnologia, apontando divergências entre os discursos oficiais das duas potências.
O acordo surge após meses de tensões e prazos adiados por Trump para a alienação da ByteDance, sob ameaça de proibição nacional do aplicativo. Além da Oracle, investidores como Larry Ellison, Michael Dell e Rupert Murdoch devem integrar o consórcio que deterá 80% das operações americanas do TikTok. Para garantir governança, será criado um conselho independente com maioria de assentos ocupados por americanos. A expectativa é que o negócio seja concluído em até 120 dias, consolidando uma nova fase para o aplicativo em solo norte-americano.
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