A organização paramilitar privada Wagner Group, que atua ao lado das tropas da Rússia na guerra da Ucrânia, é acusada de recrutar à força um grupo de cidadãos que originalmente havia sido convocado pelo governo para servir às forças armadas regulares.
A denúncia foi feita pelo site russo Astra e pelo think tank norte-americano Instituto para o Estudo da Guerra (ISW). O ISW divulgou evidências que corroboram a denúncia. Vídeos e imagens mostram que indivíduos foram convocados para servir ao exército, mas foram levados diretamente para a Ucrânia, onde teriam sido forçados a assinar contrato com o Wagner.
O caso dos 170 homens desaparecidos, convocados de Moscou e Ivanovo, não está claro. O ISW divulgou imagens geolocalizadas que mostram o pessoal do Wagner detendo os recrutas em Kadiivka antes de escoltá-los para um campo de treinamento não especificado.
A situação coloca em xeque o recrutamento de cidadãos russos para as forças armadas, e traz à tona questionamentos sobre a atuação do Wagner Group. A organização, que é oficialmente desconhecida pelo governo russo, já foi vinculada a conflitos em outras regiões, como na Síria, República Centro-Africana e Líbia.
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