Vinte estados das cinco regiões do Brasil utilizam ou estão implementando a tecnologia de reconhecimento facial na segurança pública local. Outros três estudam sua implementação e apenas quatro estados não utilizam, não tiveram contato com o sistema ou planejam utilizá-lo.
Os dados foram levantados pela reportagem por meio das secretarias estaduais de Segurança e das polícias Civil e Militar. A tecnologia também será usada pela Polícia Federal.
O órgão anunciou um sistema que irá coletar, armazenar e cruzar dados pessoais de 50,2 milhões de brasileiros. Para isso, o programa utilizará registros do reconhecimento facial e impressão digital, além de unificar dados das secretarias de Segurança estaduais.
No combate ao crime, a tecnologia é usada para capturar foragidos e procurados da Justiça, mas os governos locais também a utilizam para buscar desaparecidos.
Na maioria dos casos, as polícias mantêm a operação 24 horas por dia. Em outros, apenas em grandes eventos como o Carnaval. Em São Paulo, o sistema foi implementado em 2020, com o objetivo de ser usado como apoio às investigações policiais.
São cerca de 30 milhões de faces registradas, o que, segundo a Secretaria de Segurança Pública do estado, “permite maior celeridade, confiabilidade e capacidade de processamento das demandas cotidianas”.
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