Dificuldades econômicas estão gerando um clima de apreensão no país mais feliz do mundo. O país enfrenta estagnação econômica, aumento do desemprego e finanças públicas fragilizadas, mas mesmo assim conseguiu garantir o título de país mais feliz do mundo pelo oitavo ano consecutivo, conforme o ranking Mundial da Felicidade de 2025.
Segundo especialistas, o sucesso se deve em grande parte a um generoso Estado de bem-estar social. Os benefícios, no entanto, estão sendo reduzidos à medida que o governo enfrenta os custos do envelhecimento populacional.
A economia finlandesa, dependente das exportações, tem enfrentado dificuldades desde o colapso da Nokia. A empresa de telefonia, que já foi a companhia mais valiosa da Europa, em 2014, fracassou na transição para smartphones.
As sanções contra a Rússia, devido à guerra na Ucrânia, também afetaram as exportações e o turismo, assim como a incerteza em relação às tarifas e ao comércio global.
O Banco da Finlândia prevê um crescimento econômico de 0,3% este ano, abaixo dos 0,4% previstos para 2024. O desemprego está entre os piores da União Europeia e atingiu o nível mais alto em pelo menos 15 anos, chegando a 10,3% em outubro, segundo dados divulgados nesta terça-feira (25) pelo Instituto Nacional de Estatística da Finlândia. A taxa foi mais que o dobro entre os jovens de 15 a 24 anos, de 22,4%.
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