Em 2023, a Amazônia enfrentou um aumento dramático na área queimada, atingindo 16.685 km² de formações florestais afetadas, um salto de 123% em comparação ao ano anterior, segundo dados do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) e da NASA. Esse aumento é atribuído principalmente ao El Niño e ao aquecimento do Atlântico Norte no ano anterior, criando condições favoráveis para incêndios.
As regiões mais afetadas foram o norte do Acre, norte de Rondônia, sul do Amazonas e norte do Mato Grosso, especialmente áreas protegidas como terras indígenas e unidades de conservação. A falta de recursos e esforços concentrados para combater incêndios nessas áreas setentrionais contribuiu significativamente para a expansão das queimadas.
Enquanto o governo federal priorizou esforços no combate ao desmatamento no "arco do desmatamento", no sul da Amazônia, a atenção e os recursos para prevenir e combater incêndios na região norte foram limitados, agravando o problema das queimadas. Isso destaca a necessidade urgente de estratégias mais abrangentes e coordenadas para proteger as florestas amazônicas, abordando tanto o desmatamento quanto os incêndios de forma integrada e eficaz.
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