A comunidade internacional precisa agir com urgência para responsabilizar os crimes cometidos em Mianmar desde o golpe militar de 2021, alerta a Anistia Internacional e outras 45 organizações. Em quatro anos, as forças militares mataram mais de seis mil pessoas, prenderam 20 mil e deslocaram 3,5 milhões. Bombardeios indiscriminados, torturas e execuções são amplamente documentados, configurando possíveis crimes de guerra e contra a humanidade.
O Tribunal Penal Internacional (TPI) já solicitou um mandado de prisão contra o general Min Aung Hlaing, líder da junta, por crimes cometidos contra os rohingyas em 2017, mas ainda há um vácuo na responsabilização das violações pós-golpe. Para a Anistia, países da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean) devem aumentar a pressão, bloqueando o fornecimento de armas e combustíveis de aviação à junta. O tema será discutido na ONU entre 24 de fevereiro e 4 de abril, um momento decisivo para acabar com a impunidade e garantir justiça às vítimas.
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