Na visão de algumas pessoas, a Terra está tão cheia que o número de vivos é maior do que o de mortos. No entanto, isso realmente é verdade? Pode até parecer que sim. Até porque, com a industrialização, melhorias na agricultura, avanços na medicina e vários outros fatores, a população do mundo começou a crescer de forma exponencial.
Para se ter uma ideia, em 1900 existiam aproximadamente 1,6 bilhão de pessoas. E em pouco mais de 100 anos, esse número teve um aumento de mais de cinco vezes.
Em 1994, quando a população global era de 5,5 bilhões de pessoas, pesquisadores da Universidade Stanford, nos EUA, calcularam que o tamanho ideal da população humana no planeta seria entre 1,5 e dois bilhões de pessoas.
Então, será que atualmente o mundo está superpovoado? Por mais que o debate a respeito do número ideal de pessoas no planeta seja desde sempre fragmentado, o tempo para decidir qual é a melhor direção para onde ir está se esgotando.
“A expectativa média de vida na França da Idade do Ferro (de 800 a.C. a cerca de 100 d.C.) foi estimada em apenas 10 ou 12 anos. Sob estas condições, a taxa de natalidade teria de ser de cerca de 80 nascidos-vivos a cada 1.000 pessoas apenas para que a espécie sobrevivesse. Para colocar isto em perspectiva, uma elevada taxa de natalidade hoje é de cerca de 35 a 45 nascidos-vivos por 1.000 habitantes, e é observado apenas em alguns países da África Subsaariana”, explicam pesquisadores do Population Reference Bureau (PRB).
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