Desde tempos remotos, o bronzeamento desempenha um papel significativo na cultura humana. Suas raízes remontam ao antigo Egito, onde pinturas tumulares retratavam figuras perfeitas, exibindo diferentes tons de pele que simbolizavam status e distinção.
Já na Grécia e Roma Antigas, os mosaicos também retratavam a importância da cor da pele, destacando traços individuais e separando os sexos. As mulheres eram representadas com peles mais claras, indicando seu tempo passado em ambientes internos, enquanto os homens com peles mais escuras eram associados à bravura e ao serviço militar.
Após o colapso do Império Romano, a pele bronzeada caiu em desuso devido à brutalidade da Idade das Trevas e às doenças da Idade Média. Anos depois, para a aristocracia europeia, ser tocado pelo sol era considerado infeliz e fora de moda. Até poções de chumbo e arsênico foram utilizadas para simular a pele branca.
No Renascimento europeu, porém, houve um retorno ao ideal de pele bronzeada. As Grandes Viagens e a expansão dos impérios levaram os europeus brancos a lugares ensolarados, de onde eles voltavam com um bronzeado como sinal de suas atividades de lazer. Esse hábito foi glamourizado e associado à elegância e ao privilégio.
Copyright © 2021-2026. Onjornal - Todos os direitos reservados.