Vladimir Putin reafirmou sua recusa em negociar diretamente com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, a quem considera "ilegítimo". Em entrevista à TV estatal russa, Putin argumentou que o mandato de Zelensky expirou em maio de 2023 e que, caso houvesse negociações, ele enviaria representantes em vez de se encontrar pessoalmente. Zelensky, por sua vez, criticou Putin, acusando-o de ser o verdadeiro obstáculo à paz e de tentar prolongar a guerra.
Zelensky defendeu sua permanência no cargo com base na Constituição da Ucrânia, que garante seu mandato até a realização de novas eleições, adiadas pela guerra. O presidente ucraniano também acusou o Kremlin de evitar negociações e de temer líderes fortes. Nesse cenário, a Ucrânia busca pressionar a Rússia com o apoio dos Estados Unidos, cujas autoridades, sob Donald Trump, ameaçam impor sanções severas caso Moscou não aceite dialogar.
No front de batalha, a Ucrânia enfrenta desafios significativos, com um avanço contínuo das tropas russas e dificuldades para recrutar soldados. O exército ucraniano, com recursos limitados, continua sofrendo perdas, e a falta de efetivo é um problema crescente para Kiev, que tenta conter o avanço das forças russas.
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