O presidente da Rússia, Vladimir Putin, classificou a guerra contra a Ucrânia como uma “missão sagrada” durante a missa de Natal da Igreja Ortodoxa Russa, celebrada ontem (7). Em discurso a fiéis e militares uniformizados em uma igreja próxima a Moscou, o chefe do Kremlin utilizou metáforas religiosas para exaltar as Forças Armadas, afirmando que os soldados russos atuam sob um comando divino para salvar a pátria e seus cidadãos.
A declaração ocorre em um momento simbólico, com o conflito prestes a completar quatro anos de duração. Ao associar a ofensiva militar a deveres espirituais e patrióticos, Putin reforça a narrativa de legitimidade da invasão russa perante a sociedade civil. O apelo à união e à caridade foi o tom central da cerimônia, servindo como ferramenta de mobilização nacional para sustentar o esforço de guerra contínuo.
Enquanto Moscou endurece o discurso ideológico, o campo diplomático apresenta sinais de movimentação. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, declarou recentemente que um plano de paz está "90% pronto", embora tenha ressaltado que os detalhes finais serão decisivos para o destino da Europa. O contraste entre a retórica religiosa de Putin e o otimismo cauteloso de Kiev marca o início de 2026, com a comunidade internacional atenta às definições territoriais e políticas que podem encerrar o embate.
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