Deputados do PSOL e do PT estão articulando um acordo para evitar a cassação do mandato do deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ), recomendada pelo Conselho de Ética da Câmara no dia 9 deste mês por 13 votos a 5. Desde então, Glauber iniciou uma greve de fome nas dependências da Câmara, ingerindo apenas água, soro e isotônicos, em protesto contra o processo. A punição se refere a um episódio de 2023, quando o parlamentar expulsou com chutes e empurrões um membro do MBL.
O grupo de aliados tenta negociar uma punição mais branda, como uma suspensão ou advertência, mas encontra resistência entre deputados do centrão, que criticam o comportamento confrontador de Glauber e sua postura durante a tramitação do caso. Apesar disso, há desconforto com a severidade da pena, considerada desproporcional por alguns membros do Conselho de Ética. A decisão final cabe ao plenário da Câmara, por maioria absoluta, mas ainda não há data para a votação.
Nos bastidores, líderes governistas articulam uma possível mediação com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), mas o governo evita um envolvimento direto para não causar desgaste com aliados. Ao menos sete ministros já manifestaram apoio ao deputado, enquanto o PSOL prepara um recurso à CCJ, alegando que a decisão do Conselho de Ética se baseou em episódios anteriores e não apenas na agressão ao membro do MBL. Caso a cassação se concretize, será a primeira por agressão física na história da Câmara.
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