A consanguinidade é caracterizada pelo cruzamento de dois indivíduos geneticamente semelhantes — algo bastante comum entre cachorros de raça.
E, para piorar a situação, a falta de variedade genética parece afetar diretamente a saúde dos cães, isso é o que diz um novo estudo publicado na Canine Medicine and Genetics.
Com base na análise de 227 raças de cachorros, a equipe de pesquisadores conseguiu constatar que a taxa de compartilhamento genético entre espécimes chega a 25%, em média, o que seria equivalente ao compartilhamento de material genético que temos com um irmão de mesmo pai e mãe.
Esses níveis são considerados bem mais altos do que o seguro para a reprodução de humanos e até mesmo de animais selvagens. Em humanos, altos índices de consanguinidade — que ficam entre 3% e 6% — têm sido associados ao aumento da prevalência de doenças complexas, bem como de outras condições.
Segundo os pesquisadores, estudos derivados de outras espécies mostram que fortes laços de consanguinidade costumam ser seguidos de uma maior predisposição para o desenvolvimento de doenças complexas, como câncer e doenças autoimunes.
Portanto, o compartilhamento genético entre as raças de cachorro seria realmente perigoso.