quarta, 21 de outubro de 2026
20/10/2026   11:25h - Política Internacional

Protestos violentos em Milão alertam revoltas e "expropriação proletária"

A cidade de Milão, na Itália, registrou dois dias consecutivos de tumultos durante manifestações contra o aumento do custo de vida. Os atos, iniciados no sábado (17), continuaram no domingo (18), com saques a estabelecimentos comerciais, depredações e confrontos com as forças de segurança. Segundo informações policiais divulgadas nesta segunda-feira (19), 14 agentes ficaram feridos. Ao todo, 271 pessoas foram levadas à sede da polícia para identificação e procedimentos, conforme dados da agência italiana Ansa.

 

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, convocou uma reunião de emergência para discutir a situação e as medidas de segurança. As autoridades investigam a possível participação de grupos organizados de extrema-esquerda nos episódios de violência. Entre eles está o chamado Movimento 17 de Outubro, que afirmou nas redes sociais que pretende manter as mobilizações aos sábados até a queda do governo. O grupo nega responsabilidade pelos atos violentos e sustenta que a repressão policial representa a principal forma de violência nos protestos.

 

A expressão “expropriação proletária” ganhou destaque após a divulgação de um vídeo em que pessoas que teriam participado de saques a lojas aparecem entregando mercadorias a uma pessoa em situação de rua. O grupo associou as imagens à ideia de redistribuição de bens, enquanto autoridades e comerciantes denunciam os danos e prejuízos causados pelos tumultos. O governo italiano discute medidas para reforçar a segurança e conter novos episódios, em meio à preocupação com a continuidade das manifestações e seus impactos no comércio local.

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