O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu que a comunidade internacional diga, em uma só voz, que “os ataques às escolas devem parar". A fala foi feita em um evento virtual em comemoração ao Dia Internacional para Proteger a Educação de Ataques, celebrado na quinta-feira (9).
Ele enalteceu a educação não apenas como promotora de conhecimentos e habilidades, mas também transformadora de vidas e impulsionadora do desenvolvimento de pessoas, comunidades e sociedades. E lamentou que “ano após ano, este direito fundamental é atacado”.
O principal funcionário da ONU encorajou os participantes a imaginarem ser uma criança em uma sala de aula ansiosa para aprender, ou um professor dedicado a moldar as mentes da próxima geração.
“Agora imagine os horrores infligidos pelo conflito na aprendizagem”, continuou, pintando um quadro de escolas sendo alvejadas, destruídas - ou usadas para fins militares - e de crianças enfrentando violência, exploração, até mesmo sendo recrutadas para lutar - simplesmente porque querem estudar.
O secretário-geral citou a Coalizão Global para Proteger a Educação de Ataques ao revelar que, entre 2015 e 2020, mais de 13.000 relatos de ataques à educação, ou uso militar de instalações educacionais, foram registrados em todo o mundo.
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