Neste 19 de fevereiro, Dia Internacional das Baleias, o litoral do Brasil reafirma seu papel como rota migratória e refúgio para gigantes marinhos como a baleia-azul, baleia-sei, baleia-jubarte, baleia-franca-austral e o cachalote. Enquanto algumas apenas cruzam o Atlântico Sul rumo à Antártica, outras permanecem por meses nas águas brasileiras para se reproduzir e amamentar seus filhotes.
Essas migrações são fundamentais não apenas para a sobrevivência das espécies, mas também para o equilíbrio climático e ecológico. As baleias ajudam a capturar carbono, fertilizam o oceano com nutrientes que fortalecem a cadeia alimentar, conectam ecossistemas ao longo de milhares de quilômetros e impulsionam o turismo de observação, beneficiando economias locais. Apesar da recuperação populacional após o fim da caça comercial, ainda enfrentam ameaças como exploração de petróleo e gás, poluição sonora, risco de vazamentos e a possível mineração em águas profundas.
Um avanço importante ocorreu em janeiro de 2026, quando o Tratado Global dos Oceanos entrou em vigor após ser ratificado por mais de 60 países, incluindo o Brasil. O acordo cria mecanismos para proteger a biodiversidade em águas internacionais e contribui para a meta global 30×30, que busca conservar 30% dos oceanos até 2030. Paralelamente, segue a proposta do Santuário das Baleias do Atlântico Sul, defendida pelo Brasil na Comissão Internacional Baleeira. A consolidação dessas iniciativas pode transformar o Atlântico Sul em um verdadeiro santuário, garantindo um futuro mais seguro para as baleias e para todos que dependem do oceano.
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