A promessa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de elevar a isenção do IRPF (Imposto de Renda da Pessoa Física) para salários de até R$ 5.000 até o fim do mandato pode custar R$ 216 bilhões ao longo de quatro anos, segundo cálculos da XP Investimentos.
A estimativa é preliminar e considera a manutenção do modelo de isenção adotado neste ano pelo governo petista, que reduz o impacto para as contas públicas. O formato combina correção da tabela e uma dedução simplificada –vantajosa apenas para aqueles com menores remunerações.
O impacto potencial da promessa é menor do que os R$ 423 bilhões que deixariam de ser arrecadados caso o governo Lula simplesmente corrigisse a tabela do IRPF para elevar a faixa de isenção a R$ 5.000 mensais.
Ainda assim, o valor é significativo no momento em que a equipe econômica ainda persegue o equilíbrio fiscal. O time do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já lançou uma série de medidas na tentativa de elevar a arrecadação federal e retomar a trajetória de superávit -quando o governo tem mais receitas do que gastos. Muitas delas, porém, ainda não surtiram o efeito esperado ou esbarram em impasses judiciais.
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