A mata queimada no Parque Estadual Costa do Sol virou sala de aula para os alunos do Instituto Federal Fluminense (IFF), em Cabo Frio, e do Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ), de Arraial do Cabo, cidades vizinhas na Região dos Lagos.
Ali, estudantes do ensino médio se uniram a alunos de graduação em Biologia e, devagarinho, estão restaurando um pedaço da Mata Atlântica enquanto aprendem observando animais-símbolos do Brasil. “Na última visita que fizemos, vimos um mico-leão- -dourado se alimentando de camboim, um tipo de pitanga que tem muito por aqui. Ele estava lá se deliciando.
Posso falar um milhão de vezes que esse animal é um dispersor de sementes. Mas é outra coisa quando o aluno vê” diz Murilo Minello, professor do IFRJ que é um dos responsáveis pelo projeto de restauração. No país, um terço das escolas públicas declarou ao Ministério da Educação (MEC) não ter realizado qualquer tipo de educação ambiental em 2024, ano do último Censo Escolar.
No entanto, experiências como essa na Região dos Lagos mostram o impacto positivo das atividades tanto para a comunidade no entorno da escola quanto para a formação dos alunos. “Os estudantes em campo colocam em prática o que aprendem na sala. Estão todos muito ansiosos com as mudanças climáticas e se sentem satisfeitos em botar a mão na terra”, conta Minello, que explica: Depois de terem aulas teóricas sobre o tema, os alunos pegam na enxada ao lado de Minello e dos professores André Luiz dos Santos Fonseca e Ocimar Ferreira de Andrade, ambos do IFF.
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