Um espaço que por anos simbolizou abandono, mau cheiro e degradação ambiental em Ponta Porã começa a ganhar uma nova função. O antigo lixão desativado do município está sendo transformado em uma floresta urbana em formação por meio de um projeto desenvolvido pelo grupo Agrofronteiras. A iniciativa reúne ações de reflorestamento, educação, cultura e mobilização social, envolvendo escolas, instituições de ensino, poder público e moradores da região.
O projeto ganhou impulso após orientações técnicas e parcerias firmadas no âmbito de um programa voltado à formação de novas lideranças no campo. Segundo Ronaldo Gonçalves, representante do grupo, os resultados superaram as expectativas. A ação começou com uma visita técnica para avaliar o terreno, marcado por entulhos e solo altamente compactado, o que dificultou os primeiros plantios.
Com o apoio do Sindicato Rural de Ponta Porã, o projeto passou a receber insumos, mudas, ferramentas e técnicas como o uso de hidrogel para retenção de água, além de intervenções no terreno para melhorar o escoamento. Entre as espécies plantadas estão ipê, pata-de-vaca, moringa e erva-mate, esta última escolhida também pelo valor histórico para a cidade, conhecida como “Princesinha dos Ervais”. A iniciativa foi vencedora da edição 2025 do programa Jovem Sucessor Rural, do Senar/MS, e agora os idealizadores planejam formalizar a associação, ampliar o reflorestamento e consolidar a área como um projeto permanente do município.
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