Uma escola na zona oeste do Rio de Janeiro será a próxima instituição de ensino a abraçar o projeto Poéticas na Escola - Slam. A partir desta semana, a Escola Municipal Ginásio Emilinha Borba, no bairro de Santa Cruz, vai receber 10 oficinas ministradas para alunos entre 12 e 14 anos sobre o slam: batida ou impacto em inglês, termo que também designa a poesia com viés crítico social, recitada sem recursos musicais e de figurino.
Os estudantes terão aulas até a metade de novembro. O projeto já passou por 13 escolas no município e região metropolitana do Rio de Janeiro, e alcançou mais de 2.770 jovens. O objetivo é desenvolver a literatura e expressão poética entre os estudantes.
A iniciativa é da organização Alkebulan Arte & Cultura, com o apoio de instituições públicas, como o Ministério da Cultura e Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro.
O coordenador do projeto Felipe Calarco diz acreditar que a experiência impacta positivamente no interesse dos estudantes pela leitura.
De acordo com Calarco, muitos jovens que eram tímidos passam a se expressar com mais segurança após a experiência, tanto na fala quanto na escrita. Outros descobrem na poesia uma forma de lidar com os sentimentos e elaborar as próprias vivências. Segundo o professor, há relatos de alunos que, após o projeto, passaram a se interessar mais por leitura, buscar referências e até escrever de forma espontânea, fora dos encontros.
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