Uma recente pesquisa da Universidade de Washington (UW) coloca em dúvida as declarações de Elon Musk sobre o projeto Blindsight, um implante cortical projetado para restaurar a visão. Musk havia sugerido que, embora a resolução inicial dos implantes fosse limitada, com o tempo, eles poderiam "superar a visão humana normal".
No entanto, o estudo conduzido pela professora de psicologia Ione Fine, e publicado na revista Scientific Reports da Nature, sugere que essas expectativas são infundadas. Utilizando um modelo computacional, os pesquisadores simularam a experiência de usuários com implantes corticais. Uma das simulações revelou que, enquanto um vídeo de um gato em resolução de 45.000 pixels seria claro e nítido, a percepção visual de alguém com 45.000 eletrodos implantados no córtex visual seria desfocada e dificilmente reconhecível.
Segundo Fine, ao contrário dos pixels em uma tela de computador, cada neurônio no córtex visual cobre uma pequena área da visão, conhecida como "campo receptivo", com sobreposição entre esses campos. Isso implica que a nitidez da imagem não está relacionada ao tamanho ou quantidade de eletrodos, mas sim à forma como a informação visual é processada por milhares de neurônios.
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