A Terra Indígena (TI) Boca do Acre, onde vive o povo Apurinã, fica em uma região do sul do Amazonas que foi duramente atingida pelo fogo em 2020 - ano com o maior número de queimadas em uma década.
Naquele território, a principal linha de defesa contra as chamas é a brigada indígena, que foi treinada e equipada graças a um projeto do WWF-Brasil em parceria com o Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB). Em seu território de 26 mil hectares, os Apurinã - cerca de 250 indivíduos -, fazem tradicionalmente o primeiro combate ao fogo.
Mas com o aumento das queimadas na região, perceberam que precisavam uma brigada contra incêndios mais estruturada, de acordo com Osvaldo Barassi Gajardo, especialista em conservação do WWF-Brasil. “O próprio povo Apurinã solicitou apoio para a aquisição de materiais e equipamentos para o combate às queimadas.
Como eles não tinham uma associação formalizada que pudesse viabilizar a assinatura de um contrato, o IEB se ofereceu para fazer a gestão do projeto e pudemos estabelecer a parceria”, diz Gajardo. O IEB é amplamente reconhecido por seu trabalho com pautas ligadas a direitos indígenas e proteção territorial na Amazônia.
A organização se encarregou de comprar os equipamentos e entregá-los aos Apurinã. “O IEB trabalha conosco há muitos anos na região e, em fevereiro de 2020, assinamos com eles o contrato do projeto de Prevenção e Combate a Queimadas em Terras Indígenas, com foco na TI Boca do Acre”, acrescenta.
A parceria também permitiu que a brigada indígena recebesse treinamento para prevenção e combate a incêndios.
Copyright © 2021-2026. Onjornal - Todos os direitos reservados.