quinta, 23 de abril de 2026
07/12/2024   12:00h - Mundo

Proibição de estudo para mulheres no Afeganistão agrava desigualdade na saúde, afirma MSF

A decisão do Emirado Islâmico do Afeganistão de proibir mulheres de estudar em institutos médicos terá sérias consequências para a saúde feminina no país, alertam Médicos Sem Fronteiras (MSF). A medida agrava a já escassa presença de mulheres na saúde, especialmente considerando a separação entre enfermarias masculinas e femininas, o que limita o acesso das mulheres a cuidados médicos adequados.

 

MSF destaca que mais de 50% de sua equipe médica no Afeganistão é composta por mulheres, e a exclusão delas da educação médica prejudica a capacidade de atendimento, especialmente em áreas como saúde materna. As necessidades médicas no país são imensas, e a falta de treinamento para futuras profissionais femininas ameaça a continuidade dos cuidados médicos.

 

Com projetos em várias regiões do Afeganistão, MSF continua a oferecer cuidados essenciais, realizando milhares de atendimentos, incluindo partos e cirurgias. A organização reforça a importância de garantir o acesso das mulheres à educação médica e defende que, para a prestação de serviços de saúde de qualidade, é fundamental a participação de todos os gêneros na equipe médica. 

Copyright © 2021-2026. Onjornal - Todos os direitos reservados.