Pesquisadores do projeto Baleia Jubarte comemoraram no catamarã quando avistaram, no começo deste mês, uma baleia-jubarte fêmea nadando com o filhote no mar do Rio de Janeiro. Foi a segunda vez que viram um filhote na costa fluminense.
A espécie passa o verão na região Antártica, mas, quando as temperaturas por lá caem, no meio do ano, migram em busca das águas quentes do Nordeste brasileiro para se reproduzir.
O projeto Baleia Jubarte calcula que o fluxo migratório pela costa brasileira aumentou de mil indivíduos, em 1988, para 30 mil atualmente. O crescimento está associado à proibição à caça das baleias, determinada pela Comissão Internacional das Baleias, da qual o Brasil faz parte.
O Ministério do Meio Ambiente retirou as jubartes da lista oficial de espécies ameaçadas no Brasil. "O trabalho científico e de conscientização do projeto Baleia Jubarte contribuiu com a resolução", afirma Gregório Araujo, gerente de projetos ambientais da Petrobras, patrocinadora da iniciativa. O programa faz parte da Rede Biomar, que reúne institutos brasileiros de conservação marinha financiados pela estatal.
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