Os profissionais dos hospitais federais sediados no Rio de Janeiro iniciaram uma greve por tempo indeterminado nessa quarta-feira (15). A decisão foi tomada em assembleia no último dia 6 de maio, após os servidores terem entendido que "se esgotaram todas as possibilidades de entendimento com o governo".
Mesmo os diálogos sobre os problemas da rede em uma negociação direta do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social do Rio (Sindsprev) com a ministra da Saúde, Nísia Trindade, em Brasília, foram sem sucesso. O sindicato diz que iniciou a paralisação "para impedir o desmembramento e a privatização dos hospitais federais do Rio de Janeiro".
A greve impactará os serviços, suspendendo cirurgias eletivas, consultas e exames eletivos não oncológicos, mas manterá o funcionamento de serviços essenciais como hemodiálise, quimioterapia, cirurgias oncológicas, atendimentos de emergência e urgência, entre outros.
Segundo o Sindsprev, há um plano de divisão do complexo da Saúde federal inclui a entrega das unidades da rede à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), ao Grupo Hospitalar Conceição, ao governo do estado do Rio de Janeiro e à Prefeitura do Rio. É uma greve por direitos, por dignidade, por uma vida melhor, afirma Cristiane Gerardo, dirigente regional do Sindsprev/RJ em Jacarepaguá.
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