Em greve, os profissionais da educação da rede pública estadual voltaram a protestar na manhã desta quarta-feira (24), em frente à Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), na Avenida Mário Ypiranga, Zona Centro-Sul de Manaus.
O movimento acontece após o Governo do Estado anunciar em nota, que vai descontar os dias não trabalhados e que a paralisação é considerada ilegal pela Justiça do Amazonas.
Segundo o governo, a greve prejudica os estudantes e o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam), está sujeito a pagar multa diária no valor de R$ 30 mil.
A greve começou na quarta-feira passada, 17 de maio. De acordo Sinteam, mais de 50 cidades, das 62 do Amazonas, aderiram ao movimento grevista, e mais de 70% das escolas em Manaus estão sem aulas.
Um reajuste salarial de 25% é a principal reivindicação dos professores, e além disso, a data-base 2023 dos trabalhadores da rede estadual venceu no dia 1º de março.
O sindicato afirma que continua tentando uma interlocução com representantes do governo para que se abra uma mesa de diálogo entre a categoria e o executivo estadual.
Confira a nota na íntegra divulgada pelo Governo do Estado:
Sobre a negativa do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam), em encerrar a greve iniciada no dia 16/05, ação considerada ilegal pela Justiça do Amazonas, com multa diária no valor de R$ 30 mil, e que tem prejudicado milhares de estudantes, o Estado informa que só retomará a roda de negociação com os representantes da categoria quando os professores retornarem às salas de aula.
Lembrando que, no último dia 18/05, em reunião entre o Governo do Amazonas, sindicato da categoria e membros da Assembleia Legislativa, o Estado sinalizou o reajuste imediato de 8% da data base, retirada das faltas dos trabalhadores da educação pelos dias de greve, estudo para pagamento de progressões por titularidade e tempo de serviço e negociação referente ao fim da Ação Pública, junto ao Tribunal de Justiça do Amazonas, que proibiu o movimento grevista, com a contrapartida de que as aulas fossem retomadas imediatamente.
O Governo do Estado reforça que enquanto a paralisação ilegal continuar, os profissionais envolvidos no movimento terão os dias não trabalhados descontados, conforme assegura a legislação trabalhista e a Justiça amazonense.
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