A busca por tratamentos à base de extratos vegetais é uma prática cultural no Brasil, especialmente na Amazônia, onde a biodiversidade favorece o uso de plantas medicinais. Esses produtos, comercializados em farmácias como fitoterápicos, podem auxiliar no alívio de dores leves e atuar como calmantes, mas exigem uso responsável. Apesar de naturais, o consumo indiscriminado, sobretudo de forma contínua, pode trazer riscos à saúde. Os fitoterápicos são reconhecidos e fiscalizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que mantém uma cartilha pública com orientações sobre o tema.
Segundo o supervisor farmacêutico da rede Santo Remédio, Jhonata Vasconcelos, a procura por fitoterápicos tem crescido tanto entre consumidores que buscam prevenção quanto entre aqueles que desejam complementar tratamentos convencionais. Entre os produtos mais conhecidos estão a camomila, usada para relaxamento e melhora do sono; a unha-de-gato, voltada ao fortalecimento do sistema imunológico; a passiflora, com efeito ansiolítico leve; e a copaíba, reconhecida por suas propriedades antimicrobianas e imunorreguladoras.
Para um consumo seguro, a orientação é verificar as informações do rótulo, a procedência do fabricante e a presença do registro da Anvisa, além de adquirir os produtos em farmácias autorizadas. A agência também recomenda seguir rigorosamente as orientações da bula, observar o armazenamento adequado e a validade.
Copyright © 2021-2026. Onjornal - Todos os direitos reservados.